Blog5.png

O que você diria a Joaquim e sua mãe?

No mês de maio, a Agenda desenvolveu o valor da Acolhida e a temática ligada a pessoas com deficiências, apresentando a “carta da mãe do Joaquim”. Como essas pessoas são incluídas e tratadas pela sociedade? Você conhece pessoas com deficiências? O que você diria “a Joaquim e a sua mãe”? Os alunos do ensino médio do Colégio Madre Carmen Sallés (DF) comentaram sobre essas questões.




Pessoas com deficiência fazem parte da nossa vida, do nosso mundo e não deveriam ser tratadas de forma preconceituosa


Nessa ciranda, sou a que sempre tem tempo para ouvir, ajudar e fazer o meu máximo para animar alguém. Minha vizinha tem um filho deficiente, e dá para notar na rua como as pessoas tratam-no diferente, sempre como “o menino que tem deficiência”. Isso cansa. Pessoas com deficiência, muitas vezes, não conseguem trabalho, pois outras pessoas acham que elas não são capacitadas para trabalhar ou falar suas opiniões; isso é culpa do preconceito que muitas carregam consigo e acabam nem percebendo. Eu fico com o coração partido por saber dessas coisas. Pessoas com deficiências são capazes de fazer tudo o que as pessoas falam que elas não conseguem. Elas fazem parte da nossa vida, do nosso mundo e não deveriam ser tratadas de forma preconceituosa. Então, para Joaquim e sua mãe, eu desejo toda a felicidade do mundo e forças para aguentar a população, que está sempre julgando e fazendo comentários maldosos, ou até pior. Infelizmente, as pessoas não mudam tão rápido. Então, ler o texto da mãe de Joaquim me deixou feliz e orgulhosa de saber como a mãe dele lida com tudo isso.


Sofia Ferreira

1º ano do ensino médio



Eu diria para Joaquim que ele é uma pessoa importante e não deve se deixar rebaixar pela ignorância de muitos


A sociedade, mesmo já estando no século 21, continua perpetuando diversos preconceitos, entre eles o capacitismo − preconceito contra pessoas com deficiência. Esse tipo de atitude pode ser percebido, por exemplo, pela forma como a sociedade é estruturada, em aspectos como calçadas ou ônibus, que, muitas vezes, não são preparados para pessoas com deficiências físicas. Além disso, diversas expressões, como “retardado”, são usadas no cotidiano para diminuir os indivíduos. Apesar de não conviver com pessoas com deficiências, eu acredito que elas devem ser tratadas com respeito e equidade, sendo necessária a ação de todos nós para tornar o mundo um lugar mais acolhedor. Eu diria para Joaquim que ele é uma pessoa importante e não deve se deixar rebaixar pela ignorância de muitos. É graças às atitudes como as de sua mãe, que ainda há esperança na conversão do nosso planeta em um lugar mais amoroso.


Maria Clara Dias Sene

2º ano do ensino médio



A deficiência é vista como um tabu na sociedade


Desde muito tempo, a deficiência é vista como tabu na sociedade, assim, pessoas com qualquer tipo de deficiência sofrem com o preconceito, a rejeição, o desrespeito e são tratadas como seres inferiores. Na minha família, meu tio tem deficiência mental; além de ser uma situação muito delicada e exigir muito cuidado, a ignorância das outras pessoas também afeta. Na carta abordada, Joaquim e sua mãe sofrem o que muitos brasileiros que se identificam com eles sofrem. Uma pessoa considerada deficiente não é inferior, mesmo exigindo cuidado, ela apresenta emoções e sentimentos como qualquer um e merece respeito.


Lunna Fajardo

3º ano do ensino médio



Ao Joaquim, diria que ele é especial como todos nós, porque somos filhos de Deus


Não conheço pessoas com deficiência, mas sei da sua realidade no Brasil. Atualmente, existe o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que protege e garante seus direitos. Contudo, esse Estatuto fica apenas no papel, porque ainda temos muitas pessoas com deficiência vítimas de preconceitos e que não são respeitadas nem pelas autoridades e nem pela população. Por exemplo, as ruas não têm acessibilidade e as vagas de ônibus e estacionamento destinadas aos deficientes não são respeitadas. É preciso fazer com que o Estatuto funcione de forma efetiva. Para a mãe do Joaquim, gostaria de dar parabéns pelos anos de dedicação ao seu filho, pelo fato de renunciar aos seus sonhos. Diria, ainda, para ela não desistir, porque um filho é um presente que Deus concede às mães. Ao Joaquim, diria que ele é especial como todos nós, porque somos filhos de Deus.


Pedro H. Ramos

1º ano do ensino médio


Blog4.png
Blog3.png